quinta-feira, 8 de abril de 2010

E por que não um tempo quase instantâneo !?

Realmente não sei... Não sei se vale viver assim, sem amor. Sem quem te mande uma mensagem numa madrugada sonolenta, com um simples-complexo "te amo" (desde que este alguém saiba o que é amar de verdade). Sim, se essa mensagem te faz se sentir a pessoa mais feliz do mundo, você ama esta pessoa. Há quem considere isto uma hipérbole, eu não, pois é exatamente assim que se sente quando se ama.
E quando você está disposto a entregar o seu amor para alguém !? Talvez isto ainda nem seja amor, seja apenas um enorme encantamento, seja a primeira fase do amor, seja excesso de amor... A pessoa quase amada ainda não sabe que é quase amada, entretanto você sabe que futuramente a amará, de verdade, amor de amor mesmo. Ainda não pensa na pessoa quase amada quando faz qualquer coisa, mas sempre que faz qualquer coisa relacionado a coração pensa nela e não só pensa mas sente.
Eu li uma vez que amor não é uma coisa instantânea, se constrói com o tempo. Mas se eu acreditasse em tudo que leio, seria um bobo. Pois bem, sou bobo, afinal acredito. Acredito tanto, que também acredito no que Clarice Lispector (uma boba genial) disse sobre os bobos: "O bobo pode receber uma punhalada de quem menos espera... É quase impossível evitar o excesso de amor que o bobo provoca. É que só bobo é capaz de excesso de amor. E só amor, faz o bobo."

Um comentário:

  1. Eu acredito na bobeira, acho que ela pode nos levar mais linge quando mútua. Entretanto, o amor a dois, relacionado a casal, consegue muitas vezes em sua tentativa de bobeira ser frustante e corrosivo. Faz parte.

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